Quarta-feira, Maio 27, 2009

Recompensa melhor não há.

Agora há pouco estava mexendo em umas das caixas que, por motivos de falta de estante, ainda não arrumei. Mas estava procurando um livro que vou começar a ler, devido à indicação da Bárbara, O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. Então, logo dei de cara com minha agenda de 2008. Eu tenho o costume de guardá-las todos os anos. Dentro dela havia um papel, e me tocou o coração ao ler o conteúdo. Uma carta de um fã. Percebi que como cantora, eu estou realizada. Sim, a melhor coisa do mundo é o reconhecimento quando se trata de profissão, seja ela qual for. Faz um tempo que guardo os bilhetes e os desenhos que as pessoas me dão quando vão aos meus shows. Certa vez uma pessoa escreveu: “Você é especial, mudou minha vida hoje!” E nunca mais a vi novamente. Outro bilhete disse (era uma família): “Você encantou nossa noite”. Têm outros: uma mulher desenhou uma criança sonhando com a cabeça no travesseiro e disse que seria eternamente minha fã. Mas essas pessoas eu não me lembro de ter visto novamente, o que ficou foi apenas a felicidade, o alívio e a sensação de dever cumprido naquelas noites.
Tenho amigos que me acompanham sempre. Todos os shows possíveis, estão presentes. Tenho também aqueles amigos das antigas, que me assistiram desde bem nova, e sempre me dão muita força mesmo não indo a todos os shows.
Sem contar os amigos que fiz e ainda faço em minha inefável profissão, cantora.
Mas, voltando àquela carta. Segue abaixo:

UMA MENINA E UM VIOLÃO

Um violão uma voz
Várias músicas vários sons.
Uma pessoa, apenas uma
Com uma batida forte, pessoal e autêntica.
Palmas e mais palmas
Assobios e gritos.
E todos os olhos voltados
Para um pequeno palco, mas que também tem um banquinho.
No fim de cada música
Um agradecimento pra lá de especial
“Brigadú Very Much”
Por trás deste frenesi causado
Está ela, Alessandra ou Lê para os íntimos,
Mas, com uma velocidade estonteante todos já se sentiam íntimos,
Pois teu sorriso que se expressava pelos olhos,
Já que a boca estava ocupada, davam a todos esta intimidade.
E a noite foi passando e transformando todos em artistas,
Alguns anônimos, outros saindo do anonimato e outros
Buscando apreender à alma de um verdadeiro artista,
Que lá no Pub Irish Bar respondia pelo nome de Lê.


Por Rene
10 de julho de 2008.

Sem palavras, não é mesmo? Fazer o que a gente ama é realmente fascinante. E, ser reconhecido com carinho, é... TUDO!

Saber ser o que sou

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Ale Chris
Brazil
Mudo de humor do nada Minha felicidade é contagiante Minha ira um vendaval Propendo a amar facilmente qualquer tipo de amor Me entrego por inteira, de qualquer maneira Mas o fardo de um amor não compensado Gasta todo meu sentimento lesado, acabou. Sou familia, amiga, psicóloga e afável Sou zoeira não dê bobeira, mas judiciosa e corriqueira Um olhar que irradia o momento pungente Ainda este que se fecha à calamidade corrente Sou poeta, cantora, violonista e trabalhadora Notório minha vontade de ajudar, vergohoso quando me faço cessar Generosidade uma de minhas maiores virtudes Egocentrismo um dos meus maiores medos Sentimentalista meu maior defeito Amo a vida, minha familia, meus amigos e a música Em suma, gosto de ser quem sou! Muito prazer, Eu!
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